hisham hm

Terça-feira, 7 de março

Estava entre Ipanema e Leblon. Entrei numa banca de jornal, pela primeira vez em muito tempo, movido por pura curiosidade de olhar as revistas, além das capas de Veja, IstoÉ e Carta Capital que eu vejo penduradas todo dia. Fiquei me perguntando quem compra as revistas de dentro da banca hoje e quais revistas eu encontraria lá dentro.

Meu olho foi correndo meio a esmo. No fundo eu queria saber se acharia uma Guitar World, como as que o meu irmão mais velho comprava quando eu era criança, mas não achei.

A prateleira da altura dos olhos (sempre a mais importante no comércio, aprendi pequeno em casa) é tomada por revistas de palavras cruzadas da Coquerel.

Um livrinho “Old Games” exibia um grande logo do MSX. Dizia “436 jogos”. Fiquei imaginando se sairia uma edição do Apple II.

Num canto, os quadrinhos de faroeste do Tex. Quando eu era criança, elas já ficavam num canto da banca. Quando eu era criança, eu já me perguntava “quem diabos compra revistas do Tex?”

Revistas de mangá. Muitos mangás. Acho que tantos quanto revistas de palavras cruzadas. Esses não existiam na banca quando eu era criança.

Olho pra baixo, e pra minha surpresa aonda existe Disney Especial. “Os Cineastas”. Quando eu era criança muitas dessas edições já eram reedições do tempo que os meus irmãos mais velhos eram crianças.

Minha jornada nostálgica à infância é interrompida quando uma voz pergunta ao jornaleiro, que estava tranquilamente me ignorando atrás do balcão:

“Tem seda?”

Era um guri loirinho de cabelos cacheados, camiseta de uniforme de colégio particular, nenhum fio de barba no rosto, guiando uma bicicleta elétrica. Ele e o jornaleiro trocaram duas frases, acho que sobre o tipo de seda, não entendi direito, logo ele partiu.

Fui embora da banca. Não comprei nada, mas saí de lá me sentindo ao mesmo tempo velho e criança.


Receita de hummus

Para cada lata de grão de bico meio limão e duas colheres cheias de tahine um dentinho de alho e sal a gosto.

Botar tudo no liquidificador e bater.


Quarta-feira, 31 de agosto

Andando pela Marquês de Abrantes, eu paro porque vejo uma multidão, a uma boa distância, olhando para um ponto. Algo aconteceu.

Assalto? Briga? Melhor ficar longe. Eu vou perguntar pro jornaleiro e reparo que ele está rindo da cena.

“Um cara aí desandou a gritar, aí atravessou a rua e foi se estranhar com outro que gritou de volta, contra a Dilma, a favor da Dilma, uma confusão!”

Eu tento identificar a confusão de longe pra ver se está tranquilo passar, mas já parece dispersa.

O jornaleiro diz: “ó, la vem ele!”

Um homem branco de terno e gravata, de uns 40 anos, com um sorriso de ponta a ponta, levando de mãos dadas a esposa, quieta. Ele segue balançando a outra mão pro alto e gritando pela rua “Quem votou em Dilma, votou em Temer!”, repetindo sem parar.


Automatizando a espera na fila do ingresso do GnR

Entrei no site da venda de ingressos pro Guns n’ Roses às 10 da noite (22:02 talvez?).

“Sua posição na fila é 25504”.

Fui até uma meia-noite e pouco olhando o número cair lentamente, até que o Rakan me lembrou que eu sei programar, aí eu escrevi esse script abaixo pra “tocar um alarme” quando a fila chegasse perto no final. Botei o computador do lado da cama e fui dormir. 7 da manhã do dia seguinte, acordo ao som de Nightrain ao vivo. Acompanhei os momentos finais da fila e, enfim, consegui comprar o meu ingresso!


Uma descoberta interessante sobre Veja X14 Tira Limo

Hoje eu me senti espertinho no supermercado (ou, segundo os ensinamentos do Livro de Detsch, eu senti que fui burro da vez passada).

Fui comprar Veja X14 Tira Limo no supermercado. Tava tipo 14 reais, frasco de 500ml. Aí resolvi ler no verso a composição pra ver se tinha algum outro produto equivalente.

“Ingrediente ativo: hipoclorito de sódio”

Também conhecido como: água sanitária. Comprei uma garrafa de 2 litros por 4 reais, voltei pra casa, e enchi o tubinho de X14 que eu tinha, com o conveniente bico aplicador. Funcionou tal-e-qual!